São personalidades como esta e outras que já partiram, que quase me levam a aceitar o princípio da clonagem.
http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1106151-juergen-habermas-esta-em-jogo-democracia
e:
http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1243221-juergen-habermas-o-ultimo-europeu
A Europa está confusa.
Os dirigentes já não sabem como anunciar mais medidas de austeridade:
Se com uma não assumida vergonha, como o ministro atual da saúde, se com assumida compaixão, aflição e, diria, talvez não consciente sentimento de culpa, como a ministra do trabalho italiana, se com desastradas manobras de diversão, como o 1º ministro italiano ao renunciar ao seu salário (é bonito, mas não é por aí...) e quase os outros todos, se sem uma coisa nem outra, como o resto. Que nos resta? Acreditar na evolução. Isto é lento e às vezes parece que damos passos atrás.
A solução?
Ou fazemos clones de Habermas (e de poucos mais, modelos que se vejam há poucos, os que há, que são muitos, não andam muito visíveis e é pena...) ou aprendemos com os nobres seres como ele que já passaram por este mundo, ou... teremos de estar muito conscientes e não nos deixarmos enganar. Porque os momentos de crise ou caos, como os que estamos a viver, são grávidos de oportunidades e de... perigos e se isto pega de começar a nomear governos como nas monarquias antigas e nas ditaduras modernas, a coisa pode complicar-se. O mal é habituarem-se ao silêncio e conivência do povo. Germinada em medo.
É preciso estar consciente, muito consciente, bloquear todas as casas dos segredos, todos os media sensacionalistas (sobram poucos, mas ainda há) e viver de olhos bem abertos. Porque, ao contrário da peça de Karl Valentin, não se pode exterminá-los. Porque eles são parte de nós e o gérmen do medo e a tentação das soluções fáceis também está em nós. Somos nós que alimentamos isso. Não somos vítimas, somos muito mais responsáveis do que queremos acreditar. Por muito que nos custe.
1 comentários:
Considerações muito importantes.
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